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DIVERSOS
Compositor, organista, pianista e professor, nasceu em Fortaleza (CE) em 6 de julho de 1864 e faleceu no Rio de Janeiro em 16 de outubro de 1920. Iniciou sua carreira musical em Recife, onde, aos 18 anos de idade, já era diretor musical do Clube Carlos Gomes. Estudou com Terziani na Academia de Santa Cecília de Roma. Mais tarde, com bolsa de estudo do Governo Brasileiro, transferiu-se para Berlim, onde estudou no Conservatório Stern. Mais tarde, estudou órgão em Paris. Iniciou suas atividades pedagógicas no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro em 1895. Foi Regente da Sociedade de Concertos Populares.
Sua Série Brasileira foi estreada em 1897, marcando momento importante do grande nacionalismo brasileiro, pela utilização de temas do populário nacional e pelo clima brasileiro obtido na composição. Nepomuceno é considerado o pai da canção de câmara brasileira, tendo insistido na necessidade de utilização do idioma nacional na música de concerto, como mais uma forma de nacionalizar a linguagem musical. Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 30 da Academia Brasileira de Música. Conheça mais sobre Alberto Nepomuceno - Clique << AQUI >>
Principais Obras:
Obras para orquestra: Série Brasileira (1888-1896); Sinfonia
em sol maior; O Garatuja.
Óperas: Abul; O Garatuja.
Música de câmara: Trio em fá sustenido maior; Quartetos de
cordas (2).
Música vocal: 2 volumes, com destaque para as canções em
português

Ópera
Fidelio, a única escrita por Beethoven
Se houvesse uma ópera sobre a vida de
Ludwig van Beethoven, certamente, os momentos de amor seriam extraídos das
músicas compostas para Fidelio, sua única ópera. Ele conhecera um libreto
denominado Léonore ou L'amour conjugal, que já havia servido de base para três
óperas. Beethoven ficou fascinado pelo texto que romanceava a história real de
uma mulher que se disfarçou de homem para libertar o marido, injustamente
condenado. Compõe então sua Leonora que receberia o título definitivo de Fidelio,
no mesmo período em que cria a Sinfonia no 3 - Eroica. Veja a versão da tradução
do poeta Magno Ribeiro da Cruz
<< AQUI >>
Magno Ribeiro da Cruz
Poeta mineiro de Salinas/MG, audiófilo de músicas clássicas e de óperas.

Janette Dornellas
Mineira de Leopoldina, mezzo-soprano, formou-se como
Bacharel em Canto, em 1990, na Universidade de Brasília.
Sua carreira no Brasil e nos Estados Unidos inclui papéis em óperas – O
Barbeiro de Sevilha, Lucia de Lammermoor, A Cavalleria Rusticana -, recitais e
concertos. Sua experiência artística inclui também peças teatrais e musicais.
Juntamente com o barítono Francisco Frias, Janette Dornellas fundou, há dois
anos, a Confraria da Ópera, primeira companhia independente de repertório lírico
da Capital Federal, já tendo traduzido, produzido e encenado as óperas O
Barbeiro de Sevilha, La Traviata, O Telefone, Gianni Schicchi.
Leonardo Neiva
Natural de Brasília. Bacharel em canto pela Universidade de Brasília.
Iniciou seus estudos de canto com o professor Francisco Frias e já esteve sob a orientação de Niza de Castro Tank (Campinas/SP) e de Rita Patané (Milão/Itália). Em 1998 participou do Curso Internacional de Verão no Teatro Colón, trabalhando repertório lírico com Susana Cardonnet. Fez curso de interpretação e improvisação teatral com Ken Caswel e preparação e aperfeiçoamento de musical theater com Sean Alderking, em Londres. Sua estréia profissional foi no papel-título do Poema vocal-sinfônico Colombo, de Carlos Gomes. Seguiram-se os papéis Fígaro (O Barbeiro de Sevilha), Schaunard (La Bohème), Silvio (Pagliacci), Enrico (Lucia di Lammermoor), Morales (Carmem), Alfio (Cavalleria Rusticana), Conde (Matrimônio Secreto) e Doutor Malatesta (Don Pasquale). Entre os concertos realizados, destacam-se o Réquiem de Brahms, a Missa de Santa Cecília de Gounod, a Missa Solemnis de Rossini, L'Enfant Prodige de Debussy, o Te Deum de Dvorák, o Te Deum de Bruckner, O Messias de Haendel e Carmina Burana de Orf.

André Vidal
Pós-graduado em ópera pela Royal Academy of Music (Londres)
Tenor de Brasília, participou da apresentação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro da MISSA DA CRIAÇÃO, de Joseph Haydn, com a Orquestra do TMRJ, sob regência do maestro Silvio Barbato. Tanto o público como a crítica elogiaram a beleza da voz como a interpretação impecável do tenor de Brasília.
Formado pela Escola de Música de Brasília e pós-graduado em ópera pela Royal Academy of Music (Londres), atua como solista na Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho. Participou de concertos e óperas em Brasília e integrou a Antahkarana Opera de Londres, onde viveu Alexandre, o Grande na montagem de Poro, Rè dell´Indie, de Handel. Tenor, 29 anos, nasceu e reside em Fortaleza (CE).
A
Ópera dos Três Vinténs
Autor
Weil, Kurt
A “Ópera dos Três Vinténs (Die Dreigroschenoper)” tem música de Kurt
Weill e texto de Bertold Brecht, baseado na tradução de Elisabeth Hauptmann de
“The Beggar s Opera”, de John Gay.
Baseada em "The Beggar"s Opera", estreou na Berlim de 1928. A história do
elegante anti-herói Machead/Mac The Knife, cercado de mendigos, ladrões,
prostitutas e vigaristas, tem uma musicalidade tão rica quanto a extensão do
drama popular que mostra. Mas acabou se notabilizando ao longo dos anos quase
que apenas como um veículo musical para o enredo de Brecht.
O dramaturgo e poeta, debruçado na crítica social, teceu um entrelaçamento do
gênero - habitualmente associado à elegância e ao refinamento dos salões - com
os temas, personagens e situações do submundo.

A solteirona e o Ladrão
Autor
Menotti, Gian Carlo
O mendigo Bob chega para virar a vida da solteirona Miss Todd e de sua criada
Letitia de pernas pro ar.
Carentes da companhia de um homem, as duas mulheres transformam num inferno a
vida do pobre Bob, que queria apenas um pouco de comida. Depois de ter
conseguido sua refeição, ele vai sendo convencido a ficar mais.
Miss Todd e Letitia tentam impedi-lo de ir embora, oferecendo casa, comida e
roupa lavada. Miss Todd e a criada chegam até a roubar uma loja de bebidas para
satisfazer a sede de Bob, adepto do Gin.
Neste meio tempo, a vizinha, Miss Pinkerton, descobre que um ladrão, com as
mesmas características de Bob, fugiu da cadeia. As duas ficam apavoradas, mas
como já estão com ele em casa, e gostando da situação, não o delatam. A partir
deste enredo, a confusão está criada.
Além de garantir muita diversão, a montagem revela um tema ainda contemporâneo.
A Solteirona e o Ladrão ilustra bem a situação do ser humano neste início de
século: sempre com necessidade de alguém, para suprir suas carências, para
dividir o seu dia-a-dia, para trocar experiências.
A montagem de obras de pequena escala, como esta pocket-opera, também ganha
caráter de grito de resistência. Produções de orçamento mais modesto vêm sendo a
solução para suprir a falta de montagens oficiais de óperas consideradas de alto
porte como Aida, La Bohème, Madame Butterfly, entre outras, tão comuns no início
da década de 90.
Antônio
Carlos Gomes
1836 - Em 11 de julho nasce, em Campinas, Carlos Gomes, filho de Manoel José Gomes e Fabiana Maria Jaguary Cardoso. Apelidado de Tonico, inicia os estudos musicais aos dez anos, sob a supervisão de seu pai. Durante a adolescência apresentava-se com seus irmãos na banda do pai em bailes e concertos. Neste período, já compõe músicas religiosas e modinhas.
1895 - Encena O Guarani em Lisboa e recebe, das mãos do Rei de Portugal, a Comenda de San Tiago. Recebe convites para dirigir a Escola de Música de Veneza e o Conservatório do Pará, porém, doente e disposto a livrar seu filho Carlos do serviço militar italiano, prefere partir para o Brasil.
1896 - Já muito doente, chega ao Pará em abril. Morre em 16 de setembro.
IL GUARANY "Era uma noite especial aquela de 19 de março de 1870. Lotado, o Teatro Scala, de Milão, oferecia seus recursos cênicos e acústicos à interpretação de uma nova ópera, como se fazia em tôdas as temporadas. Esta o porém, intitulada Il Guarany, surgia assinalada também por outro traço diferenciador: seu autor não tinha a nacionalidade italiana. Foi uma noite de consagração para o brasileiro Antônio Carlos Gomes, chamado ao proscênio cinco, dez, quinze vêzes ao fim de cada ato, pelos aplausos frenéticos do público, que incluía mais de duzentos maestros-compositores."Comentário extraído do fascículo número 12, Il Guarany, da Abril Cultural: "As Grandes Operas"