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GÊNEROS DA ÓPERA

 


 

 

Barroca

A ópera surgiu na Europa Ocidental como uma forma de arte durante o período barroco da música. Esta música era elaborada e emocional. Foram os compositores italianos que escreveram as primeiras óperas barrocas e seu estilo dominou a ópera em todo este período.

As primeiras óperas barrocas consistiam em recitativos, cantados por solistas, e em passagens corais, sempre acompanhados por pequena orquestra.

No século XVII, surgiu a ária, que começou a desenvolver-se como um elemento separado do recitativo. Enquanto os recitativos iam apresentando o enredo da ópera, as árias serviam como pausas nas quais os personagens exprimiam seus sentimentos e idéias. Surgiu depois o recitativo seco, onde apenas um instrumento acompanhava o cantor.

O primeiro grande compositor de ópera barroca foi Claudio Monteverdi, com a obra prima Orfeu, em 1607. Monteverdi vivia em Veneza e fez desta cidade o centro da ópera no início do século XVII. Foi lá que em 1637 foi inaugurada a primeira casa de espetáculos dedicados à ópera, o teatro San Cassiano.

No final deste século, outros países da Europa passaram a adotar a ópera, mas o estilo italiano continuou sendo o de maior aceitação.


Ópera Séria e Ópera Bufa
Eram óperas extremamente populares, que surgiram no final do período barroco, compostas muitas vezes para uma temporada e esquecidas na outra. Apesar de péssimos libretos e personagens pouco convincentes, eram do agrado popular pela música que apresentavam.

Ópera Séria:
Seus compositores baseavam suas obras em histórias de antigos reis ou em deuses da mitologia. Os enredos proporcionavam cenas espetaculares e passaram a dar destaque ao canto. Por isso os cantores se preocuparam em dedicar-se mais a esta arte e enfatizar a qualidade técnica e o timbre de sua voz. A maior característica da ópera séria era a ária capo (do início): constava de três partes, sendo a terceira uma repetição da primeira. Nesta hora os solistas tinham oportunidade de acrescentar notas difíceis.

Ópera Bufa:
Surgiu sob a forma de quadros satíricos, chamados intermezzos, que eram representados em frente à cortina, entre um ato e outro de uma ópera séria. Os personagens eram pessoas comuns que retratavam as profissões e as classes sociais da época, descrevendo situações cômicas do cotidiano. Às vezes cantavam em dialeto em vez de usar o italiano formal. Uma ópera bufa que fez grande sucesso foi A Criada Patroa de Giovanni Pergolesi em 1733.


Ópera Francesa:

Jean Baptiste Lully, embora fosse italiano, foi o criador da ópera francesa. Até 1670, os franceses tinham pouco interesse pela ópera e as poucas apresentadas eram do estilo italiano.

Os compositores franceses usavam uma orquestra completa, suas árias eram simples, mas com uma grande expressão na linha melódica. O balé sempre desempenhou um papel importante na ópera francesa.

A ópera era patrocinada pela nobreza, que assim demonstrava sua riqueza e poder mantendo companhias e patrocinando produções, que se destacavam por dispendiosos efeitos cênicos.


Ópera Clássica:

No início do século XVIII, surgiu um movimento de insatisfação, em relação à ópera italiana. Achavam os libretos artificiais, personagens inconsistentes e com árias que só serviam para glorificar os cantores.

Surgiu então um novo estilo, mais tarde chamado de ópera clássica, um estilo que durou 70 anos e começou em 1750.

Seu primeiro compositor foi Christoph Willibald Gluck, que achava que a ação dramática e a música de conteúdo expressivo deviam ser unificadas na ópera. Simplificou a dramaticidade em benefício de histórias e personagens mais naturais, foi também o primeiro compositor a supervisionar todas as fases de produção de suas obras. Deste modo compôs Orfeu e Eurídice.

O maior compositor de ópera clássica foi sem dúvida, o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, que conseguiu integrar personagens e enredo interligando a música instrumental e vocal com ação dramática. Tanto nas cenas em conjunto como nas árias, utilizava a música para desenvolver a individualidade dos personagens. Compôs óperas em italiano e alemão; as italianas mais conhecidas são: As Bodas de Fígaro e Don Giovanni e entre as alemãs destaca-se A Flauta Mágica.


Ópera Romântica:

Era ambientada em cenários naturais, o enredo baseado em temas folclóricos ou sobrenaturais e a música brilhante e bem descritiva. A ópera O Franco Atirador, do alemão Carl Maria von Weber, é ambientada em uma floresta e quase todos os principais personagens são pessoas do campo. A orquestra desempenha um papel importante na descrição dos sons da natureza e das forças sobrenaturais.

Vários compositores italianos escreveram óperas românticas em que eram exigidos excelentes cantores.


A Grande Ópera:

Desenvolveu-se no início do século XIX, principalmente na França. Seus compositores davam preferência a episódios históricos, nos quais podiam incluir cenas com grande número de figurantes, efeitos cênicos deslumbrantes, além de uma música instrumental e vocal bastante elaborada e complexa. Giacomo Meyebeer, alemão, tornou-se o nome mais importante da grande ópera francesa com obras como O Profeta.Gioacchino Rossini, compositor italiano e radicado na França, escreveu Guilherme Tell.

Giuseppe Verdi dominou a ópera italiana na segunda metade do século XIX.

Richard Wagner foi o mais importante compositor alemão de óperas do século XIX. Achava que todos os componentes da produção de uma ópera, do figurino à encenação, deveriam receber igual atenção. Ele próprio escrevia os libretos e sempre que possível supervisionava a produção. Wagner abandonou as formas tradicionais, tornando a orquestra tão importante quanto os cantores. Em várias de suas últimas obras, os temas musicais mais importantes são executados por instrumentos. Suas grandes obras são Tristão e Isolda e O Navio Fantasma.

Suas grandes obras são Tristão e Isolda, O Navio Fantasma e O Anel dos Nibelungos.


Óperas Nacionalistas:

O nacionalismo é um sentimento de orgulho pela pátria, que dominou muitos compositores europeus do século XIX. Grande número das obras desses compositores era baseado em temas folclóricos e motivos populares. O nacionalismo tcheco domina as óperas de Antônio Dvorák, em Rusalka e A Ninfa das Águas e o de Bedrich Smetana em A Noiva Vendida. Entre os compositores russos nacionalistas, encontram-se Modest Mussorgsky, com Boris Godunov, e Aleksandr Borodin, com Príncipe Igor.

No Brasil, o maior compositor do século XIX foi Carlos Gomes, autor de várias óperas com temas nacionalistas.


Óperas Veristas:

No final do século XIX, alguns compositores italianos começaram a escrever óperas com grande realismo e temas do cotidiano. Essas óperas veristas (verdadeiras ou realísticas) focalizavam ações e emoções violentas. As mais conhecidas óperas veristas são Cavalleria Rusticana de Pietro Mascagni e Os Palhaços e Ruggiero Leoncavallo.


Expressionismo:

Na época em que surgiu o expressionismo nas artes, a ópera não ficou ausente. Essas obras caracterizam-se pela atmosfera sombria e opressiva, realçada pela música dissonante e por uma ação dramática envolvida em violência e simbolismos.

A ópera Salomé de Strauss, foi um dos primeiros exemplos do expressionismo, mas foram dois compositores austríacos as mais importantes figuras deste gênero. Alban Berg, que escreveu a ópera de maior sucesso deste movimento, Wozzeck e Arnold Schönberg, A Espera, que foi sua maior obra expressionista.


Óperas na Atualidades:

As experiências iniciadas com a ópera após a Primeira Guerra Mundial continuam até hoje. Alguns compositores exploram técnicas cênicas e musicais, fazendo uso de aparelhos eletrônicos, filmes, gravadores e efeitos sonoros para cenas irreais e fantásticas.

Entretanto, as óperas antigas contam com a preferência de todo o público, embora muitas venham recebendo um tratamento cênico mais moderno, onde efeitos de luz fornecem um ambiente desejado e muitas vezes substituem cenários complexos e elaborados, tão a gosto do público e dos compositores do século XIX.


 

Intermezzo:

 

É uma peça musical tocada na metade de uma ópera, entre dois atos, no caso de óperas com número de atos par, ou entre duas cenas de um mesmo ato, no caso de óperas com número de atos ímpar. Exemplos de ópera com intermezzo são: Carmen, de Bizet (entre o 3º e o 4º ato), Manon Lescaut, de Puccini (entre o 3º e o 4º ato), e Cavalleria Rusticana, de Mascagni (entre as duas partes).

 


 

O bel canto:

Éra um estilo presente na ópera italiana que se caracterizava pelo virtuosismo e o adorno que demonstrava o solista em sua representação. Na primeira metade do século XIX o bel canto alcançou seu nível mais alto, através das óperas de Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini e Gaetano Donizetti.


 

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