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HISTÓRIA DA ÓPERA
A criação da ópera foi realizada no século XVI, em Florença, por alguns músicos que aplicaram ao canto monódico o acompanhamento de alguns instrumentos. A seguir Monteverdi, autor do Orfeu, descobriu a modulação e determinou a moderna tonalidade. O nascimento da opera francesa data de 1671, ano em que a Pomona, música de Cambert e letra de Perrin, foi representada em Paris. Mas dentro em pouco Lulli obteve a transferência para o seu nome do privilégio de Perrin e fundou, em 1672, a Academia Real da Música. Durante quatorze anos Lulli (que tinha como libretista, Quinault) mantém o pleno êxito do seu teatro de opera. Caída em decadência após a sua morte, a ópera levanta-se de novo com Campra. A seguir Rameau revolucionou a arte com uma série de obras-primas. Gluck veio da Alemanha para completar a revolução que Rameau iniciou; executam-se depois as obras de Gretry, Cherubini, Méhul, Lesueur, Gluck. Depois de ter sofrido um eclipse de cerca de vinte anos, a cena da ópera ilustrou-se de novo com a Muda de Portici, de Auber, e o Guilherme Tell, de Rossini, que inauguraram a verdadeira escola moderna (Meyerbeer, Berlioz, Halévy, Gounod, A. Thomas, Bizet, Reyer, Massenet, Saint-Saens). A escola italiana, escola de melodia e do belo canto foi representada nos fins do século XVIII e no século XIX, por Paisiello, Cimarosa, Rossini, Donizetti, Bellini, Mercadante, Puccini e Verdi. A Alemanha, durante muito tempo, teve apenas a ópera italiana.
- Mozart
- Beethoven
Foi com a Flauta Encantada de Mozart e o Fidélio de Beethoven, que a verdadeira opera alemã teve os seus
representantes com
Weber,
Spohr,
Marschner,
Nicolai,
Lortzing e
Ricardo Wagner.
Em Portugal também a ópera teve os seus cultores, sendo justo salientar Marcos Portugal, João Domingos Bontempo, J. Arroio, A. Keil, visconde de Arneiro, Miguel Ângelo Pereira, Oscar da Silva, Augusto Machado, Rui Coelho, etc.
Marcos
Portugal
João Domingos
Bontempo

No que diz respeito, propriamente, à ópera cômica, data do começo do século XVIII; mas os seus princípios foram difíceis e foi só ao cabo de cinqüenta anos que o seu êxito se afirmou, para ir, daí em diante, aumentando. A principio a ópera cômica consistia em comédias com copias e paródias, sobretudo em paródia às peças representadas na Ópera, donde lhe veio o nome; e só em 1775 o seu gênero foi definitivamente fundado. Entre os mais célebres compositores de óperas cômicas, citemos por ordem cronológica:
Philidor,
Monsigny,
Gossec,
Dalayrac,
Berton,
Cherubini,
Mehul,
Boieldieu,
Lesueur,
Nicolo,
Paer,
Rossini,
Herold,
Auber,
Halevy,
Adam,
Clapisson,
Carafa,
Reber,
Maillart,
Meyerbeer,
Flotow,
F. David,
V. Massé,
A. Thomas,
Gounod,
Lalo,
Bizet,
Delibes,
Massenet,
Saint-Saens,
Messager,
Charpentier,
entre outros.
FONTE: Lello Universal / Pesquisa Associação Ópera-Brasília na internet.